quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tentam cativá-la, porém nada acontece, tentam chamar sua atenção, mas não houve sucesso. Eles cansam. A ausência de som deixa a raposa curiosa, seus olhos brilham, enquanto ela dorme olhando para o fim da toca aquelas pessoas tão estranhas.

Ainda sinto a sensação de alivio ao escutar sua voz grave do outro lado do telefone. A saudade que dói dos carinhos, cheiros, risadas, mordidas, conversas longas deitada naquele sofá marrom. Aquela sensação do coração gelado ao ver os seus pés vindo até mim enquanto estou sentada lendo o livro qualquer, o carinho ao ver dormindo alguém que se gosta. A dor de ver alguém se arrumando para voltar pra sua casa, à quentura das lágrimas ao ver esse alguém indo em direção a um avião. A sensação de perder o mesmo por motivos egoístas ainda me ronda, mas ainda tenho a certeza que um dia irei encontrá-lo novamente talvez no domingo, talvez na segunda apenas para rever aquelas sensações e isso vai ser a boa notícia do dia.

terça-feira, 1 de junho de 2010




'se o outro for bom para você. se te der vontade de viver. se o cheiro do suor do outro também for bom. se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. o pé, no fim do dia. a boca, de manhã cedo. bons, normais, comuns. coisa de gente. cheiros íntimos, secretos. ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que te completa?'

/imagememusica


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Céu de brigadeiro, uma luz forte sob minhas costas, um liquido negro e doce em um copo qualquer, as ondas de fumaça dos nossos cigarros dançam em meio ao ritmo da música que ecoa em meus ouvidos, sensações.. Ah.. essas são inúmeras, vontades diversas, desejos incalculáveis e enquanto me controlo vejo seus olhos claros com a visão periférica do olho direito enquanto a canção ecoa, as sensações e vontades aumentam até que a canção termina e você sorri e logo depois escuto “O que mais quer escutar?”

terça-feira, 25 de novembro de 2008

The kiss

Uma noite calma, gelada e instável. Ao longe vejo um grupo de pessoas se alimentando indo e conversando entre si, não muito longe dois meninos de rua sob a sombra do ipê amarelo sem flores dialogando e engolindo vorazmente a fumaça de um tabaco barato e eu aqui em frente à luz de uma sorveteria trocando fluidos, hormônios e caricias com outro ser... Seria bom se me concentra-se neste singelo ato de afeto, mas mesmo assim não consigo parar de refletir sobre os velhos tempos de coca-cola com vodka, das risadas dadas no mesmo local, sobre os pequenos planos para o futuro incerto... Oh ele muda de posição e faz algo com seu estranho órgão muscular e enquanto tenta ter um bom desempenho com esta insana troca de fluídos eu nem ao menos presto atenção onde estão suas mãos e continuo inexpressiva, frigida, absorvida em meus pensamentos nas recordações... Oh Deus, ele acaba de dizer a frase mais inteligente da noite.

- esta chovendo, vou te levar em casa!

- Eu realmente não queria ficar o resto de minha madrugada neste minúsculo impulso movido por duas línguas e por absorção de um liquido transparente.

sábado, 15 de novembro de 2008

Cores ignoradas, terra fria, corpo e árvores completamente molhados, sua epiderme não sente os arrepios constantes causada por um liquido incolor e inodoro que escorre de seu fone para dentro de sua vestimenta preta. O que passa pela sua cabeça? Talvez alguma teoria cristã sobre a pseudo “destruição” do mundo, talvez sobre a sexualidade de gênero discutível de Brian Hugh Warner, seja o que for pelo seu olhar longínquo seria inútil tentar alguma hipótese sobre... Hannn e então toda minha fantasia e pensamentos para uma descrição de uma cena que não vejo é despertada com uma vez estranhamente conhecida...
“- Menina, para de escrever em cima dessa vela e vai ver televisão”